Quando nossos companheiros se engajam conosco no projeto para trazer a esse mundo um rebento, fruto desse amor, também merecem um pouco mais de amor, carinho e atenção sabiam?
Vejam bem a situação: nós temos grupos de apoio, estudamos, nos relacionamos umas com as outras (tentantes, mães, desejantes), trocamos ideias, métodos e choramos nossas pitangas juntas quando a Miss Red vem. Enfim, temos um feedback, normalmente. Mas e o homem?!
Meu marido fica lá, trabalhando com um louco e, como já disse anteriormente, muitas vezes nossas vontades de fazer amor não batem no dia ou momento, mas que um normalmente dá uma *animada* no outro e assim conseguimos uma rapidinha legal ou até uma demoradinha mesmo. Mas, quando vem os dias fertilidade é uma pressão tipo penalts em final de copa. Meu marido por duas vezes me disse:
- "Amor, eu não sou uma máquina..." - e bem, ainda bem que ele disse isso apenas umas duas vezes nesses longos anos que estamos juntos e foi apenas uma brincadeira com fundo de verdade, e não uma bronca.
Todavia, essa 'brincadeira' é uma p... pressão, de fato. O homem chega destruído de uma viagem, do trabalho, seja lá do que for, ou simplesmente não está afim - contudo eles não possuem a desculpa da dor de cabeça, né? - e devem dar conta, tem que dar conta. Ainda por cima no fim do ciclo vem a TPM, uma mulher birrenta, chorosa, decepcionada. Será que ele não se sente 'culpado'? Será que ele não se questiona aonde está falhando também?
E claro, são raros os homem - se existir, né? - que vão chegar a um amigo e falar: "Nossa cara, estou triste, não foi dessa vez, minha mulher ficou menstruada...", bem o meu, ao menos não faz isso nem com tortura, não desabafa sequer para mim mesma, imagina por outros. Mas sabe eu notei que ele fica triste, que ele se decepciona, se questiona e foi um choque de realidade para mim. Me perguntei se o estava levando ao limite, se não era muito.
Tudo isso porque depois te tantos ciclos intensos eu fiz uma ultrassonografia contando com a ajuda de uma amiga - obrigada do fundo do meu coração C. -. Olha só, eu iria fazer um exame e me tremi nas bases, chamei ela pelo messenger e ela ficou comigo o tempo todo, me colocou pra cima da hora do resultado que veio com uma alteração e me tirou da figura "coitadinha" para a pessoa pró-ativa assim que contei da conclusão do laudo.
"Se tem problema, resolva o quanto antes."
Dai tudo bem, quando eu estava mais calma, já tinha marcado até um médico para dar início ao tratamento eu liguei pro marido e contei.
Sabe quando a linha do outro lado fica muda?!
Foi bem assim.
Quando ele voltou a falar estava meio trêmulo, meio preocupado, mas aliviado. Sim, eu notei alívio na voz dele quando ele disse: "Está vendo? Tem alguma coisa para resolver...", eu, nessa hora, me senti a pior das mulheres, admito, mas que bom que notei isso em tempo de não causar um desgaste maior.
As dúvidas dele eram as minhas mesmas: quanto tempo duraria o tratamento, como seria, se era eficaz... e eu fui respondendo o quanto sabia, o quanto a C. tinha minha mandando por mensagem, que foi esclarecedor e pontual. Ficamos mais tranquilos, os dois.
Se estamos mais tranquilos ficamos relaxados, se relaxamos... transamos! E nossa, fazia tempo que não rolava uma dessa: descompromissada, sem posição para ele gozar, sem pernas pra cima, sem nóia! Eu me satisfiz como há tempos não acontecia, foi relaxante, abrasador e me deu um torpor. Dormi e acordei com isso tudo na cabeça. Compreendi que o marido está merecendo férias, assim como eu, sem cobranças, sem pressão. Vi que precisamos voltar a ser um casal sem adjetivo depois do nome casal. Um casal nos basta ser e ao tratamento de SOP (síndrome de ovários policísticos) aí vou eu.



1 comentários:
Quanto ao problema, eu também sou do partido que acha que quanto mais cedo descobrir, melhor. Agora vai! :)
Quanto ao marido, tudo verdade. Essa semana o daqui me contou que perguntou pro amigo como foi pra engravidar a mulher e tal (vc entendeu. rsrs)
O pamonha fez questao de ressaltar que não teve nada de namoro programado, q só pararam o remédio e pronto. aff!
E é aí que eu tenho que ter paciencia (sqn) de explicar a marido que como nao namoramos muito durante a semana, ia demorar um pouco das doze horas de vida util do meu ovulo cair no fim de semana, assim, por sorte.
Claro que exagerei, mas acho que ele pegou espírito da coisa. rsrsrs
Mas eu tento muito poupá-lo. Deixo pra surtar cazamigas mesmo. rsrs
Beijos, lindona! E toca esse tratamento, que já já as coisas acontecem.
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