Bem, eu sei que o que o título "a dor do tentar" é pesado, mas é o que tem sido para mim e eu resolvi ser 100% sincera, nem que seja aqui, porque em algum lugar eu tenho que ser, não é? Mesmo que pareça que sou pra baixo, deprimida, amargurada (isso eu sou um pouco com certeza), todavia uma das minhas mais fortes características pessoais é negar tudo o que é negativo; sou muito politicamente correta e quando me pego pensando certas coisas fico me sentindo um lixo, mas eu penso, eu fico remoendo, então, achei melhor desabafar aqui, quase como anônima - já que tenho um outro blog, mas ele é muito visado pela família, amigos e afins -, e eu queria um lugar meu para poder xingar até uma pedra, se assim quiser. Mas eu tinha a ideia mas não tinha a força, até ontem, quando conversando com uma amiga ela me deu o toque:
"É, gata, tu precisa mesmo desabafar.Faz um blog novo, sem muita divulgação.
Se joga, se abre."
E bem, assim nasce esse blog, no intuito de quase ser pornográfico de tão escancarado quando aos sentimentos, sensações e acontecimentos. Porque também existem, além das dúvidas normais de uma mulher pensante, há as de mulher tentante, que são mil vezes mais profundas e complexas: tem muco, secreção, dor, alegria, culpa, sexo com ou sem posições, as certezas e as incertezas.
Eu já fui muito sortuda, se é que posso dizer isso, mas eu acho que fui. Da primeira vez que tentei, em Agosto de 2010 veio positivo, veio filho, veio tanta alegria, veio barriguinha crescendo mas veio logo depois do primeiro trimestre o aborto, a curetagem, a culpa, a raiva até de Deus - esse é um dos assuntos mais polêmicos para mim -, e depois nada, nada e nada por um bom tempo, até que em Novembro de 2012 aconteceu de novo, mas quando descobri a gravidez já a havia perdido. Então, o 'sortuda' a qual me refiro foi a época eufórica, praticamente perfeita de tentar e acertar, de primeira, nossa, como isso foi tudo! Descobri que estava grávida cedo, com três semanas ainda. Ainda lembro do primeiro b-hcg com valor de 7mUI/mL. Um 7 que subiu até 1905.9 mUI/mL (esse foi o último valor verificado, o restante dos exames foram com ultrassonografia). Mas há cada novo exame vinha um probleminha, uma medicação receitada, depois repouso leve, médio e mais tarde absoluto... até que chegou o fim.
Eu tenho mais embates com essa primeira gestação, porque foi a mais longa, a melhor acompanhada e a que tem mais dúvidas também. Houveram confusões com ela também, acredite, até hoje tem gente que mudou comigo porque não foi a primeira amiga a saber ou coisas do tipo. E eu com tanta coisa para curtir, quando estava grávida, ainda tive e tenho que me deparar com essas pequenices. Mas enfim, eu parei de me importar, eu segui e agora meu rumo é dar um rumo a essa vida minha, acertar as arestas, cortar os excessos, acertar todas as contas pendentes e seguir. No meio disso tudo continuarei tentando - mesmo com turbulências - e por aqui vou contando tudo o que tenho feito para conseguir esse tão sonhado filho, porque algo me diz que antes que ele chegue eu vou ter que ultrapassar alguns percalços; encarar mesmo e deixar tudo limpo e claro; só assim acho que o dia vai raiar de novo.
Eu já fui muito sortuda, se é que posso dizer isso, mas eu acho que fui. Da primeira vez que tentei, em Agosto de 2010 veio positivo, veio filho, veio tanta alegria, veio barriguinha crescendo mas veio logo depois do primeiro trimestre o aborto, a curetagem, a culpa, a raiva até de Deus - esse é um dos assuntos mais polêmicos para mim -, e depois nada, nada e nada por um bom tempo, até que em Novembro de 2012 aconteceu de novo, mas quando descobri a gravidez já a havia perdido. Então, o 'sortuda' a qual me refiro foi a época eufórica, praticamente perfeita de tentar e acertar, de primeira, nossa, como isso foi tudo! Descobri que estava grávida cedo, com três semanas ainda. Ainda lembro do primeiro b-hcg com valor de 7mUI/mL. Um 7 que subiu até 1905.9 mUI/mL (esse foi o último valor verificado, o restante dos exames foram com ultrassonografia). Mas há cada novo exame vinha um probleminha, uma medicação receitada, depois repouso leve, médio e mais tarde absoluto... até que chegou o fim.
Eu tenho mais embates com essa primeira gestação, porque foi a mais longa, a melhor acompanhada e a que tem mais dúvidas também. Houveram confusões com ela também, acredite, até hoje tem gente que mudou comigo porque não foi a primeira amiga a saber ou coisas do tipo. E eu com tanta coisa para curtir, quando estava grávida, ainda tive e tenho que me deparar com essas pequenices. Mas enfim, eu parei de me importar, eu segui e agora meu rumo é dar um rumo a essa vida minha, acertar as arestas, cortar os excessos, acertar todas as contas pendentes e seguir. No meio disso tudo continuarei tentando - mesmo com turbulências - e por aqui vou contando tudo o que tenho feito para conseguir esse tão sonhado filho, porque algo me diz que antes que ele chegue eu vou ter que ultrapassar alguns percalços; encarar mesmo e deixar tudo limpo e claro; só assim acho que o dia vai raiar de novo.



2 comentários:
Força bi.. o mais difícil quando tentamos é lidar com os outros, com a cobrança dos outros e com a nossa própria cobrança..
mas vai com fé amiga!
to aqui escutando cada palavra!
beijinhos
Maya
Lendo tudo, desde o começo e torcendo juntinho com vcs...
Beijos!
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